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sábado, 20 de setembro de 2008

Motivos Para Comemorar!


Umas das coisas que mais deixa feliz um publicitário é ver suas criações publicadas, divulgadas. Isso acontece principalmente no começo da carreira. Quando um publicitário se estabelece, dificilmente comemora suas conquistas (a não ser quando a ganha uma conta nova). Conheço alguns publicitários que até esnobam suas criações. Como toda regra tem sua exceção, tive uma professora muito significativa na minha formação (que considero uma mestra, pois muitos dos meus valores como publicitário aprendi com ela). Além de lecionar, também atua no mercado publicitário e, durante as suas aulas, ela comemorava e mostrava aos alunos os materiais que haviam saído de sua agência recentemente. Dava pra ver em seus olhos que aquilo pra ela era quase como presenciar os primeiros passos de um filho.

Não sou um publicitário que atua em agência, muito menos na área de criação, com isso, nunca vi meus “filhos” aparecerem em lugar algum. Até agora. Sempre tive facilidade em escrever, organizar idéias e transpor a textos. E, mesmo assassinando às vezes a língua portuguesa, acho que me saio bem neste quesito. Mas em minha carreira de publicitário nunca fui pra essa linha (redator publicitário) e, mesmo assim, me fazia falta. Acho que criei este blog para satisfazer esta necessidade de expressão que qualquer comunicador social tem.

O objetivo de me explicar desta forma é para comemorar as publicações de meus “filhos”. No início deste mês me ofereci para colaborar com o Poltrona, site que leio freqüentemente. Gentilmente, o editor do site me respondeu de forma positiva, o que me causou uma agradável e inesperada surpresa (achei que eu ia receber um NÂO na lata). O texto foi publicado e com isso, recebi dois convites. O primeiro foi do site RDD (Resumo do Dia) que não conhecia, mas me apaixonei por ser totalmente diferente dos blogs e sites que acompanhava (este é mais direcionado à TV aberta e tem um público mais jovem). Fui chamado pra colaborar continuamente com o site. No mesmo dia, recebi uma proposta do editor do site TeleSéries e com isso ganhei meu dia. Não desmerecendo os outros que são ótimos, mas o TeleSéries foi o primeiro site que conheci e passei a acompanhar o conteúdo. Era o primeiro que eu abria todos os dias e isso acontece até hoje.

Sendo assim, com enorme satisfação, deixo abaixo os links dos meus “filhos” publicados em outros sites e espero ansiosamente que esta parceria dure muito tempo. Obrigado às pessoas que confiaram em mim! Em especial ao Júlio que, de tanta confiança depositada em mim, me deu até um login do RDD. Garanto que farei por merecer!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Estréia de Três Irmãs: O Surf Promete...


Com média de 32 pontos (fonte: patriciakogut.com), estreou ontem a novela Três Irmãs. Assistindo a este capítulo pude ver o tanto que nosso horário nobre se difere do horário nobre dos EUA (chamado de Prime Time). Lá, o primeiro episódio, em sua maioria com uma hora de duração se tratando de dramédia (programas que se enquadram como drama, mas tem uma dosagem de humor exacerbada em alguns personagens), tem quase que a obrigação de cativar o público, apresentar os personagens principais e as tramas que devemos acompanhar, justamente por ser um programa semanal. Aqui no Brasil, para que você consiga entender toda trama, se interessar e optar por acompanhá-la, é necessário pelo menos uma semana de novela. Quer dizer, no mínimo 5 horas de programa a mais.

Outro fato curioso é a apresentação dos personagens título. As "três irmãs" só apareceram depois de 20 minutos de capítulo em uma cena sem diálogo. Depois, de forma muito rápida, conhecemos uma a uma. Primeiro, Claudia Abreu (linda como sempre), aparece com um sotaque/gíria engraçado. Algumas palavras e frases são faladas em inglês, quase como aqueles "miguxos" que você encontra pelo Orkut. Depois é a vez de Giovanna Antonelli, que desde a propaganda pude perceber que o tom de seu personagem seria daqueles desastrados engraçados (será que ela consegue?). Em seguida conhecemos Carolina Dieckmann e ficamos sabendo que a mesma é a caçula das irmãs, adotada e surfista.
Como sempre, a Globo capricha na produção para provar seu Q de qualidade, anunciado a exaustão. As cenas filmadas em Bali foram de tirar o chapéu. A abertura, apesar de previsível, ficou excelente. A trilha então, nem se fala. Maitê Proença, como mãe de Paulo Vilhena promete, assim como Regina Duarte, a misteriosa Waldete (com w, exigido pela intérprete). O núcleo humorístico também me animou. 
Como tudo tem seu porém, a cena de luta da verdadeira herdeira da cadeia de hotéis (não sei o nome da atriz ou da personagem) ficou bem feita, mas sem propósito algum à trama. Esse tipo de abordagem não seria aplicado apenas em Negócio da China, de Miguel Falabela? Ou será que a globo está tão desesperada assim na busca pelo público jovem. Por falar em público jovem, não achei no site Globo.com menção alguma do que havia sido noticiado: personagens criados para a internet com o intuído de prover interação com o público virtual e da novela.

Como um todo, a novela parece promissora e, ao que tudo indica, deixará pra traz as tramas insossas das duas novelas anteriores deste mesmo horário. Bom, assim espero.